Carlos Coelho, candidato ao Parlamento Europeu pelo PSD

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1.  Enquanto eurodeputado, que papel considera ser o mais relevante do Parlamento Europeu? Para mim, as 4 funções mais importantes do PE são:

  • Fiscalizar a Comissão e o Conselho;
  • Aprovar o Orçamento;
  • Aprovar leis através do mecanismo da co-decisão;
  • Representar os cidadãos europeus.
2.  Desde que é deputado no PE, que alterações se verificaram na Europa?

Aponto 3 mudanças:

  • A eleição de um português para Presidente da Comissão Europeia;
  • O Alargamento da UE (agora somos 27 Estados-Membros);
  • Os passos dados no domínio do Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça que configuram uma Europa de cidadãos e não já apenas dos mercados, capitais e serviços.

3. A alta taxa de abstenção dos portugueses nas eleições europeias deve-se a um divórcio conflituoso entre os eurocratas e o País ou há outras razões menos evidentes?

A data também não ajuda, a nossa posição periférica que além de geográfica parece também ser económica e política, também não.  Mas haverá outras razões certamente que haverá que analisar com cuidado até porque o fenómeno não é exclusivamente português embora no nosso País seja mais preocupante do que a média comunitária.  (ver aqui)

4. Que desafios se colocam à Europa nos próximos tempos, nomeadamente o seu relacionamento com a nova administração norte-americana, com a Ásia e com a África de língua portuguesa?

A Europa, no passado recente, teve dificuldades de relacionamento com diversas partes do Mundo por razões diversas:  Com os EUA por diferenças notórias de pontos de vista relativamente à Administração Bush em áreas como o ambiente e a energia.  Com a África por força da quase total ausência de relações institucionais para além do quadro dos ACPs.  Agora que Obama está mais próximo da UE e que realizámos a Cimeira UE-África outras oportunidades se abrem.

5 - Defende a integração da Turquia na UE? Porquê?

Durante décadas andámos a prometer aos turcos que poderiam entrar na UE, se cumprissem os critérios de Copenhaga.  Se eles o conseguirem devíamos cumprir a palavra.  Se isso não for possível, pela recusa da França e da Alemanha, devíamos encontrar uma solução especial de parceria que possa ser aceite por todas as partes. (sugiro uma espreitadela aqui)

Esta entrevista foi conduzida por João Espinho, colaborador da PNETPolítica.

Em meu nome, e em nome da PNETPolítica, agradeço ao João Espinho e ao Dr. Carlos Coelho a concessão desta entrevista.

  

Colocado por: Carlos Santos  |  2 de Junho de 2009  |  Ver mais Entrevistas

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